Tá rolando uma onda de uma brincadeira no faceboobs de postar os dez discos que foram importantes na sua vida. Eu sempre tive vontade de fazer essa lista e até hoje não fiz. Diversos amigos estão me marcando para fazer isso, mas como eu gostaria de elaborar melhor essa minha lista decidi postá-la no blog pra poder contar um pouco melhor sobre as minhas conexões com esses discos.
The Dark Side of The Moon - Pink Floyd
Um dia, do nada, meu pai apareceu com esse cd do Pink Floyd dizendo que era algo realmente bom e que eu deveria ouvir, acho que eu tinha uns 10 anos. Hoje penso que foi muito estranha essa atitude por parte do meu pai, que apesar de ser uma pessoa musical em sua maneira, não gosta muito de rock. Foi um cara das discotecas, do Bee Gees e tal.
Deixei esse disco de capa estranha encostado durante uns 3 anos. Até que por influência de um amigo na escola que vivia com camisetas do Pink Floyd por aí eu comecei a ouvir. Deve ter sido o disco que mais ouvi na vida. Isso porque durante uns 2 anos eu chegava da escola, almoçava, deitava na cama e colocava o Dark Side pra tocar.
Nevermind - Nirvana
Certo dia estava eu vendo Mtv quando passa uma vinheta que era simplesmente um cara andando com um Gol quadrado conversível numa paisagem rural escutando Smells Like Teen Spirit. Na hora aquele som me chamou a atenção. Só fui descobrir a musica cerca de um mês depois num antigo programa da Mtv chamado Dataclipe. Comprei o cd, rasguei minhas calças e mudei meu nick no saudoso ICQ para Edu-Grunge.
Ok Computer - Radiohead
Este foi meu companheiro de depressão depois que terminei a escola. Estava totalmente perdido sem ter ideia do que seria a vida após a escola. Tentando entender a todo custo esse novo mundo de faculdade e gente adulta que não me fazia sentido. Good Times, BAD TIMES.
É uma obra prima da mais pura depressão.
Appetite for Destruction - Guns n Roses
O Guns foi muito importante pra mim. Nunca foi minha banda favorita mas por causa dela e um cara chamado Atila é que eu sou guitarrista até hoje. Desde que ganhei minha primeira guitarra sempre a tratei como um hobby, até que um dia fui convidado para tocar num Guns n Roses cover e aí então passei a estudar, entender e a tocar guitarra direito.
Fungus Amungus - Incubus
Estava eu nessa minha fase Guns n Roses/Hard Rocker curtindo umas noitadas de banda cover, sendo um falso rock star e tals, até que me aparece esse disco num jantar em um restaurante mexicano quando eu estava de férias em Ubatuba. Meu queixo caiu junto com meu cabelo comprido. Esse disco é absurdamente bom e me transformou na primeira ouvida. Uma mistura de Red Hot com alguma coisa mais pesada, o tal de Funk Metal. Tive uma longa fase de curtir funk por causa desse disco. Foi um momento de grande ruptura na minha vida.
Californication - Red Hot Chili Peppers
Foi um amigo meu da praia que me apresentou o disco. Eu estava em sua casa de bobeira e ele coloca o disco num volume bem alto. Eu dei um pulo ao escutar as primeiras notas de Around The World. Eu devia ter uns 10 anos na época. Foi amor a primeira ouvida. Pirava muito nos "don don den den" no final da primeira musica. Esse disco carrega muito sentimento da banda, é aquela história que todo mundo conhece: o Frusciante voltando pra banda após ter passado 5 anos trancado em casa injetando heroína, o Antony num periodo sóbrio, o Rick Rubrin querendo que eles soassem como uma nova banda. Deu no que deu, um dos melhores discos da história.
The Best of The Doors - The Doors
Tive uma fase pesada de só escutar Doors.
Certa fez eu fui viajar para o sítio de uns tios e levei meu recém ganhado disc man. Pois é, mas esqueci todos os meus cds. Chegando lá comecei a fuçar as disqueteiras de geral até que descobri esse cd perdido entre clássicos da péssima musica brasileira e mundial. Passei todos os dias ouvindo esse cd. Acabava, começava, acabava, começava. Break on Though, Light My Fire, People are Strange e por aí vai. Uma prima na época soltou a frase "esse menino respira musica!", é eu sou assim mesmo.
De-Loused in the Comatorium - The Mars Volta
Já contei minha história com esse disco aqui no blog. Realmente foi uma banda que uniu diversos universos e aproximou pessoas de estilos distintos. É um eterno clássico, disco bom do começo ao fim. Pra você enterrar seus ouvidos nele e se perder no coma proporcionado durante uma hora.
Niandra Lades and Usually Just a T-Shirt - John Frusciante
Se você acredita em musica visceral, aqui está ela em seu mais belo estado. Primeiro disco solo do John é movido inteiramente pela dor de estar perdido no mundo, atormentado pelos seus próprios demônios e viciado em heroína. É assustador e belo ao mesmo tempo. Não é preciso estar afinado, ou superproduzir o disco, apenas coloque seu coração na musica e ela soará verdadeira, tocando o coração de quem ouve.
Goo - Sonic Youth
Então amigo, esquece tudo o que você conhece sobre tocar guitarra e crie um novo estilo. Foda-se os solos, foda-se caras que sobem e descem escalas na velocidade da luz tipo Yingwe Malmsteen.
Sonic Youth inventou um novo jeito de tocar, não só guitarra, como bateria e baixo. E me libertou dos moldes. Agora tudo é possível. Algo parecido com o que os Ramones fizeram nos anos 70, só que agora de um jeito mais livre ainda. A cada nova afinação criada eles tem um novo jeito de tocar o instrumento, aí você pensa que é uma afinação pra cada musica do disco.
É nói.
É, quero viver de música...
“Não
existem mais desculpas que justifiquem o desconhecimento. Só o autentico
desinteresse.” Felipe Hirsch
No fim de 2012 eu propus para mim mesmo que
em 2013 eu teria que ouvir o maior número de musicas novas e diferentes
possíveis. Agora, em dezembro de 2013, sinto que está missão foi cumprida com
louvor. Viva para mim!
Este foi o ano foi o primeiro em que
consegui olhar mais pra frente do que para trás, como de costume. Finalmente
superei os clássicos e me joguei nessa selva que são as musicas e as bandas da
era pós internet. Consegui provar algo que há muito tempo eu pensava mas que
não tinha conhecimento o suficiente para afirmar: o fato de hoje em dia as bandas
serem tão boas quanto em qualquer outra época.
Pra quem gosta de rock o mais fácil é
sempre ser saudosista. Ficar transitando nas décadas passadas, cavando fundo na
história e nunca olhar pra frente, ou para o presente. Para as bandas da sua
cidade, que seja.
Hoje sei que o rock nacional vive um de
seus melhores momentos, com bandas geniais surgindo a todo instante. Mas que ao
mesmo tempo tem um grande problema: não conseguem sair do underground. As mídias de massa simplesmente
ignoram o rock desta geração, preferindo ficar onde mora o dinheiro. Sendo no
momento atual o sertanejo universitário, ou o funk. Enfim...
Além de, darem preferencia aos gigantes do
rock que estão baixando por terras tupiniquins de dois em dois meses cobrando ingressos a valores astronômicos. Não que
isso seja ruim (exceto pela parte dos valores, que é sempre ruim). Em algum momento de nossas vidas é tudo o que pedimos, ver os shows dos grandes astros. Mas é
preciso dosar as coisas, dar força pro mercado nacional. Todo mundo ganha com
isso.
2013 também foi o ano que decidi, após ter
enrolado 7 anos, que eu quero viver de musica. Seja compondo/gravando/fazendo
show, escrevendo, divulgando, entrevistando, etc. Para 2014 tenho a ideia de um
programa musical para internet.
Ano que vem meu grande objetivo é gravar
minhas musicas. Porque realmente preciso disso, não importa se vão gostar, se
vão comentar. Quero fazer porque preciso me expressar e
tirar esta quantidade de musicas que compus, e considero boas, do meu ombro e da minha cabeça.
Outra boa surpresa deste ano foi ter
começado a escrever pro site Scream & Yell. Aproveitando as facilidades do terrível, porém útil, Facebook para entrar em contato com o Marcelo Costa, que comanda o
site. Para minha surpresa ele liberou minha criatividade e me impôs o desafio
de escrever um texto mais impessoal. Meu primeiro texto custou a sair, toda a
informação dentro da cachola mas a necessidade da impessoalidade me fez
reescrevê-lo diversas vezes. Sendo que ainda acho que poderia melhorá-lo. Já o
segundo saiu de maneira um pouco mais tranquila, mais solta. Tive o grande
privilégio de obter mais de 350 likes e ser um dos textos mais visitados no site do mês, falando sobre o Stoner Rock brasileiro. Simplesmente porque vi que tem muita
banda brasileira caindo pra este lado e não há muita gente comentando. Acho que
o texto fez com que muita gente do estilo se conhecesse. Missão cumprida!
Espero escrever muitos textos mais, e a
cada dia me apaixonar novamente pelo rock como um adolescente que ouve Nirvana
ou Led Zeppelin pela primeira vez.
Abaixo uma lista de bandas nacionais que
ouvi bastante em 2013:
Lupe
de Lupe – Banda de BH que faz um noise com
belíssimas letras e uma interpretação visceral.
Boogarins – Goianos que fazem psicodelia olhando pro futuro.
Chacon – Som que me lembra Cidadão Instigado só que mais roqueiro. Com
timbres matadores e sempre com um pézinho no brega. Chacon é de Recife.
Apanhador
Só – Uma banda que eu realmente não gostava
conseguiu me surpreender com seu segundo disco.
Ronnie
Von – Há muitos anos eu baixei os discos da fase
psicodélica do Ronnie, de 68 até 70, mas só este ano vim a ouvi-los com maior
cautela. Pra perceber que, de fato, é um cara genial. Exatamente no meio entre
Mutantes e Roberto Carlos.
Raul
Seixas – Eu era um preconceituoso com a obra de
Raul. Hoje sou fã devoto, daqueles que quer tatuar o símbolo da sociedade
alternativa.
Giallos – Meus conterrâneos do ABC paulista fazem um blues sujo com letras
que dariam ótimos roteiros de filmes do Tarantino. Genial!
Clube
da Esquina – Este foi um que passou praticamente
2013 inteiro no meu mp3 player. Não há nada que não seja genial no primeiro
disco do Clube da Esquina.
Nuda – Outros cara fodas de Recife que sabem dosar bem a musica regional
com o rock. Timbres perfeitos na gravação do álbum “Amarénenhuma”. Uma pena que
a banda acabou.
Moraes
Moreira – O primeiro disco solo do cara é pura
roqueiragem. Quebradeira total!
Tape
Rec – Banda de Lê Almeida, um dos maiores
entusiastas do faça você mesmo no Brasil. Noise pop delicinha.
Júpiter
Maçã – Meu deus, por que eu demorei tanto pra ouvir
A Sétima Efervescência? Ainda me pego rindo de algumas sátiras nas letras do
Júpiter.
Supercordas – “A Mágica Deriva dos Elefante” é um disco que todos tem que
ouvir. O disco transborda bom gosto e genialidade.
Hierofante
Púrpura - A
banda realmente me conquistou com “Espírito Espelho”, faixa genial do split com
a banda Alarde chamado “Espirito de Faca”.
É NOISE em 2014!
Forte abraço
...por que não musica Gourmet? blehhh!
| Coyne, Homme e Lopez manjam das porras! |
Depois de alguns anos como audiófilo você
começa a adquirir um certo gosto estranho por peculiaridades sonoras. Gosta de
uma musica por causa de determinado timbre de determinado instrumento, ou porque
naquela musica o vocalista alcança determinado tom elevado, que é dificílimo de
alcançar, ou determinada batida que é novidade para seus ouvidos, enfim.
Eu já passei por todos os estilos, do samba
ao black metal, e meu paladar musical continua insaciável. Sempre atrás de
novas sensações sonoras. Conheço muita gente assim. Então este post é pra vocês!
Nem toda pessoa tem essa fixação por
dissecar a musica. Desde sempre me interesso muito pelos sons característicos de
cada banda, e como ela chegou a determinado timbre. Que instrumentos usou, quais equipamentos e marcas, coisa e tal.
Uma pira que eu entrei há um tempo atrás
foi a de textura musical. Eu não sei muito bem explicar este fenômeno. É algo
muito mais para se sentir do que para se verbalizar.
Muitas bandas tem texturas características.
Por exemplo consegue-se reconhecer o Metallica pela textura que suas guitarras
tem. É uma soma de timbres que resultam numa massa sonora reconhecível, que vem a ser
som característico da banda (ouça Sad But True e veja se não sente o baque das guitarras). O mesmo vale para várias outras bandas mais conhecidas
por aí, onde o conjunto produz um som característico que é reconhecido de longe
pelos que tem ouvido mais apurado.
Talvez não esteja muito claro até aqui o que eu
pretendo expressar.
Mas nada melhor do que alguns bons exemplos
para demonstrar o meu ponto de vista.
Eu escolhi alguns discos
que me fazem vibrar por conta da textura.
Que entre a primeira texture band:
O Flaming Lips é uma banda, vamos dizer... difícil. Eu me coloquei a missão de entender por que essa banda é tão adorada por
tantos (e tão odiada, da mesma maneira).
Baixei toda a discografia, e comecei a
ouvir os discos. Eles tem momentos interessantes nos anos 80 e 90. Primeiro
como uma banda da linha do Sonic Youth, só que mais fraco, e depois como uma
banda Grunge?! Que também não me agradou muito.
Os Lábios Flamejantes começaram a me agradar quando
caíram pro lado da musica eletrônica. Sinto que foi ai que eles se encontraram.
Casamento perfeito com o programa de midi, Reason.
O disco em questão é Embryonic, penúltimo
da banda, lançado em 2009. Este disco apresenta um novo Flaming Lips, muito
diferente do que a gente estava acostumado a ver. Aquela banda com uma
felicidade excessiva da musica Race for The Prize (eu adoro essa musica). Agora eles estão mais
soturnos, explorando o lado negro da força.
Esse disco tem diversas
musicas porradas. Coisas de fritar o cérebro com uma textura
saborosíssima.
Melhor disco da banda, na minha opinião.
Melhor disco da banda, na minha opinião.
Vindos da escola do Stoner Rock (nesse link está um doc sobre o estilo que explicará melhor o que digo aqui), estilo que
preza muito pela textura da distorção, geralmente usando pedais Fuzz. O Queens
of the Stone Age sempre foi além.
Josh Homme e companhia sempre se destacaram pelo
belíssimo timbre que conseguem tirar de seus instrumentos. Nos primeiros discos
ainda ficavam na historia do stoner/fuzz. Mas nos dois últimos realmente eles
chutaram o pau da barraca em relação a textura, como deixa claro este primeiro som
do novo disco (...Like Clockwork, 2013). Para começar com os riffs iniciais, pesadíssimos, ao mesmo tempo
limpos. Depois temos aquelas viradas com aqueles wah wahs deliciosos (umm que
fome).
Enfim, este aqui é um cara que gosta de
explorar os limites de seus instrumentos.
Que entre o terceiro prato do dia:
Este é um disco daqueles que você precisa parar pra ouvir. É uma experiência, uma viagem sem drogas (com elas talvez fique um pouco melhor) proporcionada por ninguém menos do que nosso maestro das seis cordas de Porto Rico, Omar Rodriguez-Lopez (tá bom, tá bom, prometo no próximo post não falar dele).
Aqui Omar literalmente orquestra uma banda de magos, incluindo seu companheiro de Mars Volta, Juan Alderete, no baixo e outro musico pleno, chamado John Frusciante.
Misturando musica eletrônica, ritmos latinos, rock, dub e free jazz, ele nos apresenta um disco instrumental livre, com a musica sendo mixada de uma maneira que parece dançar em nossos ouvidos.
Sepulcros de Miel é um prato cheio pros ouvidos. E acredito que o melhor jeito de degusta-lo seja se isolando do mundo, com ótimos fones de ouvido, e sim, volume no talo.
Meia hora de puro deleite sonoro!
E quase tudo foi feito pelo Sol!
Sempre achei a
história do Brasil com o rock progressivo algo muito curioso. Peculiar eu
diria. O povo e principalmente os músicos brasileiros se jogaram de cabeça na
musica feita por Yes, Emerson, Lake & Palmer, King Crimson e afins.
Grande parte das gravações
do final dos anos 70 tem um pézinho no pregressivo. De fato uma grande moda nas terras
tupiniquins.
Temos o caso clássico de uma das bandas mais importantes do Brasil chamada Os Mutantes que descambou
pro prog rock e o resultado acabou por dividir os fãs dessa banda que até filho
de John Lennon disse que era melhor do que Beatles.
Também tem aquele case
(linguajar de publicitário) da banda Vímana que contava com os futuros pop stars dos anos 80: Lobão, Lulu Santos e Ritchie. Além de contar com Patrick Moraz
tecladista do Yes que se fixou por aqui depois de tomar 10 caipirinhas e perder todos os seus pertences ao ser assaltado na praia de Copacabana (essa
ultima parte é mentira). Patrick também é responsável pelo fim dessa super
band, por ser muito marrento (acho que Lobão e Lulu Santos absorveram um pouco dessa marra).
Dentre as bandas
progressivas que aqui surgiram a que mais me agrada é uma banda chamada Som
Nosso de Cada Dia.
Eles captaram muito bem a essência do estilo.
O Som Nosso de Cada
Dia [Nos Dai Hoje] foi formado no inicio dos anos 70 na cidade de São Paulo e
desde seu primeiro álbum (Snegs - 1974) possui o rock pregressivo como principal
influencia e meta.
Mas o disco em questão
deste post é chamado Som Nosso ou Sábado/Domingo, Segundo disco da banda
lançado em 1976.
Esse lance do Sábado e
Domingo se deve a maneira como o disco está organizado. No lado A (sábado, dia
de festa) temos uma avalanche de funk e no lado B (domingo, dia do descanso e
introspecção) uma avalanche de pregressivo. Tudo muito bem composto, tocado e
gravado, pelo quarteto paulista.
Esse é o diferencial
do álbum, por isso ele tem destaque pra mim. São dois estilos que adoro, e que
se você for pensar, estão de certa forma distantes um do outro. E aqui eles se
fundem de uma maneira bem natural.
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| Som Nosso era um trio durante sua primeira fase (UM TRIO!) |
O segunda musica é um
funk auto ajuda muito legal chamado Levante a Cabeça.
A banda, num geral, tem
como tema mensagens positivas, cheias de auto astral, mãe natureza. Bem coisa
de Hippie mesmo. Destaque pros metais alla Tim Maia. Sensacional!
Outra musica que gusto
muito é Vida de Artista. Um funk bem rasgado com um vocal Roberto Carlos sacana
que é muito bom. A letra é bem boa também. "se a nossa arte então não vale
nada. A nossa vida também não vale nada." (essa máxima vale muito pra minha vida), "para poder
subir na vida, só mesmo sendo ascensorista". Pra quem não sabe ascensorista é aquele profissional que pilota o
elevador, cada dia mais raro de se ver por aí.
O lado progressivo é
todo sensacional. Mas o destaque fica por conta de Montanhas, que tem um
instrumental muito bom. Melhor que qualquer um de rock progressivo nacional, na
minha opinião. Uma gravação com ótimos timbres. Um som muito limpo e belo.
Rara Confluência
também é matadora.
Não sei o desfecho dessa
grande banda. Eu sei que o tecladista (Manito) chegou a tocar com o Mutantes
progressivo do Sérgio Dias, mas não durou muito também.
Tive a sorte de
adquirir o primeiro LP da banda esses dias num sebo por 5 reais.
É por isso que
eu adoro garimpar vinil. Tem neguinho que vende esse disco a uns 70 reais,
brincando.
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